Raphael Di Santo

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Baleia Azul: Não caia nessa!

25/05/2017 10:57:30

“Desafio da Baleia Azul”

Carta para pais e responsáveis:

Um jogo que disputa com o emocional. Um jogo que destrói e passa a falsa imagem de conquistas e realizações. Ele engana e motiva para um falso sucesso. O Colégio Raphael Di Santo está temeroso quanto a essa nova moda. Entendemos que este jogo é um desafio do mal. Essa forma oculta e agressiva de agir tenta, e por muitas vezes passa a ilusão de que consegue, preencher as grandes carências e necessidades dos adolescentes.

Nós, direção, coordenação, orientação e corpo docente, nos colocamos à disposição em forma de parceria com a família para exterminar e esclarecer sobre esse mal que, através das inovações tecnológicas, destrói a estrutura familiar e escolar.

 

Direção Instituto Educacional Raphael Di Santo

 

O Jogo da 'Baleia Azul', que propõe 50 desafios aos adolescentes e sugere o suicídio como última etapa, preocupa pais, alunos e professores no Brasil. Há investigações policiais pelo menos três estados, sendo que em uma delas, em Mato Grosso, há uma morte envolvida. No Rio de Janeiro, uma tentativa de suicídio supostamente teria relação com o jogo. Na Paraíba, a polícia já apura a participação de alunos de uma escola em João Pessoa de um grupo no WhatsApp disseminando as regras do desafio.

O que atualmente está sendo conhecido como "jogo" na verdade é uma sequência de troca de mensagens em redes sociais e tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados "curadores", propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados em partes do corpo e ficar doente.

 

  1. Fique atento à mudança de comportamento

Uma mudança brusca de comportamento pode ser sinal de que a criança ou o adolescente esteja sofrendo com algo que não saiba lidar, segundo Elizabeth dos Reis Sanada, doutora em psicologia escolar e docente no Instituto Singularidades.

“Isolamento, mudança no apetite, o fato de o adolescente passar muito tempo fechado no quarto ou usar roupas para se esquivar de mostrar o corpo são pistas de que sofre algo que não consegue falar”, diz.

 

  1. Compartilhe projetos de vida

Para entender se a criança ou adolescente está com problemas é fundamental que os pais se interessem por sua rotina. Elizabeth reforça que este deve ser um desejo genuíno, e não momentâneo por conta da repercussão do “Jogo da Baleia”.

“Os pais devem conhecer a rotina dos filhos, entender o que fazem, conhecer os amigos”, afirma a Elizabeth. Ela lembra que muitos adolescentes “falam” abertamente sobre a falta de motivação de viver nas redes sociais. Aos pais cabe incentivar que os filhos tenham projetos para o futuro, tracem metas como uma viagem, por exemplo, e até algo mais simples, como definir a programação do fim de semana.

 

  1. Abra espaço para diálogo

Filhos devem se sentir acolhidos no âmbito familiar, por isso, Elizabeth reforça que é necessário que os pais revertam suas expectativas em relação a eles. “É preciso que o adolescente se sinta à vontade para falar de suas frustações e se sinta apoiado. Se ele tiver um espaço para dividir suas angústias e for escutado, tem um fator de proteção”, afirma Elizabeth.

Angela Bley, psicóloga coordenadora do instituto de psicologia do Hospital Pequeno Príncipe, diz que o adolescente com autoestima baixa, sem vínculo familiar fortalecido é mais vulnerável a cair neste tipo de armadilha. “O que tem diálogo em casa, não é criticado o tempo todo, tem autoestima melhor, tem risco menor. Deixe que ele fale sobre o jogo, o que sente, é um momento de diálogo entre a família.”

Angela reforça que muitas vezes o adolescente não tem capacidade de discernir sobre todo o conteúdo ao qual é exposto. “Por isso é importante o diálogo franco. Não pode fingir que esse tipo de coisa não existe porque ele sabe que existe.”

 

  1. Adolescentes devem buscar aliados

O adolescente precisa buscar as pessoas em que confia para compartilhar seus anseios, seja no ambiente escolar ou familiar, segundo as especialistas. “Que ele não ceda às ameaças de quem já está em contato com o jogo e entenda que quem está a frente deles são manipuladores”, diz Elizabeth.

 

É preciso ressaltar, sempre, que a vida é um dom divino e precioso, e que a depressão é uma doença passível de tratamento e cura. E é muito importante que pais e escola estejam juntos para evitar que o pior aconteça. Família: conte conosco para qualquer dúvida ou esclarecimento. Alunos: estamos aqui para dar suporte sempre que necessário. 

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